Dessa vez a resposta foi mais dura por parte do Presidente do TSE, que não perdeu tempo e agiu com rigor no combate às especulações golpistas contra as urnas por parte de Bolsonaro.
Para quem acompanha a novela das supostas "fraudes nas urnas", já está cansado de saber que normalmente esse argumento golpista não tem embasamento técnico algum. São sempre originados em conversas de grupo de apoiadores, especulações, vídeos equivocados, teorias de conspiração, etc… Mas todos os argumentos golpistas possuem uma mesma característica, nenhuma prova.
Assim como as supostas provas de "fraude nas inserções", o relatório de supostas irregularidades nas urnas, apresentado pelo PL de Valdemar Costa Neto e Bolsonaro, não apresentou nenhum indício de fraude. Pelo contrário, fortaleceu o quanto ela é confiável, já que pelo argumento dos próprios bolsonaristas, não havia necessidade de anulação dos votos das urnas citadas em relação ao primeiro turno, onde o PL saiu vitorioso na quantidade de deputados eleitos, dando ao partido a maior bancada na Câmara. As mesmas urnas que contabilizaram a derrota de Bolsonaro no segundo turno.
Mas o Presidente do TSE não engoliu essa. Ficou evidente que as características das urnas citadas no relatório do PL, não interferem na segurança das eleições, muito menos apontam indícios de fraudes. As urnas são perfeitamente rastreáveis, possuem identificações digitais individuais, certificados de segurança, testes técnicos, auditoria das principais instituições do país, além da observação de especialistas internacionais. Tudo e todos apontam que as urnas são confiáveis e as eleições do Brasil são seguras.
Após tanta insistência em descredibilizar as eleições sem nenhuma prova de fraude, Alexandre de Moraes resolveu negar o pedido de anulação de votos e ainda punir a coligação de Bolsonaro com multa de R$22.991.544,60 por litigância de má fé, que é quando a parte apresenta uma conduta, abusiva, desleal ou corrupta no que diz respeito ao cumprimento da lei e a realidade dos fatos. Alexandre ainda determinou que fosse bloqueado imediatamente o fundo partidário da coligação, até o pagamento da multa.
No final das contas, era tudo que o bolsonarismo precisava para se alimentar. Criar um tumulto encima de uma suposta injustiça, ser penalizado, sair como vítimas da história e continuar com o argumento de que Alexandre de Moraes é o vilão. Eles precisam de algo para acreditarem, ideias que os unam e os mantenham fieis a bolha.
Mais informações sobre as eleições no site oficial do TSE:
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