O TSE recebeu uma representação de Valdemar Costa Neto e Bolsonaro, com pedido de anulação de votos de parte das urnas usadas nas eleições 2022, sob a alegação de "desconformidades irreparáveis de mau funcionamento".

Contratado pelo PL, o Instituto Voto Legal emitiu um documento de laudo técnico que deu origem ao relatório de 33 páginas, assinado pelo advogado Marcelo Ávila, no qual apontam supostas irregularidades nas urnas de modelo UE2015, UE2013, UE2011, UE2010 e UE2009, com "evidências contundentes de mau funcionamento".

Segundo o laudo, os modelos de urnas especificados continham numerações de código LOG idênticos, sendo o total de 279.336 urnas. O que representa mais da metade dos votos, cerca de quase 60%. As mesmas urnas usadas com total normalidade em todas as eleições no Brasil em até mais de uma década.

Após as eleições, Bolsonaro já havia demonstrado insatisfações com o resultado das urnas, levantando questionamentos sobre supostas irregularidades na veiculação de sua campanha nas rádios, conforme relatos do Ministro das Comunicações Fábio Faria.

No entanto, o relatório apresentado por Fábio Faria, era de uma empresa que não tem auditoria em suas atividades e o documento apresentado não tinha assinatura. Posteriormente, Fábio Faria demonstrou arrependimento por ter levantando suspeitas na veiculação da campanha de Bolsonaro e assumiu que a falha na verdade havia sido do próprio PL e não do TSE.

O relatório apresentado continha informações erradas das rádios e uma série de equívocos. Na lista, haviam rádios de gestão bolsonarista e até mesmo rádio de pai de Fábio Faria. A suposta fraude não se sustentou.

Desta vez, o questionamento sobre as urnas e o pedido de anulação de votos traz algo muito contraditório para o próprio PL de Valdemar Costa Neto.

A questão, é que só foi pedida a anulação de votos de urnas específicas no segundo turno, onde convertendo a diferença de votos das urnas a serem excluídas da apuração, Bolsonaro seria o vencedor com média de 51% de votos a seu favor. Mas não houve queixas por parte de Valdemar Costa Neto a respeito dos votos do primeiro turno, no qual seu partido teve grande avanço na eleição de deputados, resultando na maior bancada da Câmara. Foram usadas as mesmas urnas. Seria bem contraditório e inusitado levantar suspeitas contra os próprios resultados positivo.

Durante a repercussão do assunto, Valdemar já vem se manifestando imparcial em relação aos questionamentos, tentando deixar a responsabilidade mais por parte de Bolsonaro. Valdemar é presidente do PL e declarou que vai manter apoio a Bolsonaro, tanto financeiramente como com a melhor estrutura que o partido poder lhe oferecer, tendo em vista a quantidade de votos obtidos, com projeção relevante para as próximas eleições. O aliado de Bolsonaro já foi preso e condenado no mensalão.

O fato é que não existe só um meio de identificação das urnas, que possuem numerações digitais diferentes e que foram auditadas e fiscalizadas pelas mais diversas e confiáveis instituições no Brasil, assim como também foi observada por especialistas internacionais. Não foram encontradas nenhuma irregularidade e por unanimidade, nossas urnas e nosso processo eleitoral foram atestados como seguros e confiáveis.

Já por parte de Bolsonaristas, as eleições só seriam confiáveis se Bolsonaro fosse eleito.

Saiba mais sobre a confiabilidade das urnas em nosso artigo;

Confira as atualizações sobre as eleições no site oficial do TSE;